sexta-feira, 10 de abril de 2009

Falta de ar

é o que eu sinto desde há uns dias para cá. Será alergia?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Tubarão e o Côco



Esta é uma história verídica, enviada por um leitor do blog. O artigo da revista Sábado, a resposta do leitor e por último, o côco.

"Há umas semanas atrás fui contactado por uma jornalista da revista Sábado para fornecer informações relativas ao meu trabalho. Escassos dias depois foi publicado um artigo na edição número 226 dessa revista, datada do início de Setembro, sob o título “Tubarões atacam no Recife”.
Realmente, sou biólogo marinho e estou a desenvolver o meu projecto de doutoramento no Brasil, onde me dedico a estudar a ecologia e o comportamento de espécies de tubarões potencialmente agressivos. É também real que, actualmente, Recife apresenta uma das mais elevadas taxas de ataques de tubarão do mundo, o que por si só foi o suficiente para me convencer a fazer as malas e emigrar para estas latitudes.
Apesar de todas essas realidades, foi com alguma surpresa que me deparei com aquela imagem enorme, como que empurrando as colunas de texto para a metade inferior da página. Isto porque a imagem nada tem de real!
Não me refiro somente àqueles laivos de sangue digital ali posto “a martelo”, que são de um mais que óbvio mau-gosto e os quais nem merecem comentários. Não, o motivo maior da minha indignação é o facto de imprensa supostamente credível recorrer a tão sensacionalista artimanha para promover os interesses que lhes caberão! E ao mesmo tempo que o fazem, vão despromovendo a realidade que descreve estes animais.
É sabido que, após 1975, a vida dos tubarões nunca mais foi a mesma, estreava então o filme “Jaws”, do Spielberg. A ribalta “hollywoodesca” trouxe-lhes descabida fama, é certo, no entanto acabou por ser a fama errada... Seria quase como assumir que ao Anthony Hopkins também lhe dá para o canibalismo fora das horas do expediente! E quem trabalha ou convive com tubarões, geralmente, concorda que são animais pacatos e frequentemente tímidos, incluindo as espécies potencialmente agressivas.
Imagino que, caso a reportagem incidisse sobre aqueles ataques de canídeos dos quais volta e meia se ouve falar, nem passaria pela cabeça editoral publicar semelhante imagem, com receio do que isso pudesse originar. Sorte dos cães, por serem o melhor amigo do homem, que dos tubarões ainda há poucos quem por eles viesse protestar.
Para finalizar, estou em Recife há oito meses. Durante esse tempo, não houve uma única fatalidade provocada por um ataque de tubarão. No entanto, recentemente, um pescador que colaborava com a Universidade foi brutalmente assassinado por... um côco! É a genuína verdade, caiu-lhe um desses na cabeça, e a estatística estima que pelo menos 150 pessoas sejam anualmente mortas devido à queda do côco no mundo inteiro. Isso perfaz cerca de quinze vezes mais do que os óbitos anuais causados por tubarões! Nessa perspectiva, não me parece descabido deixar aqui a sugestão de que se faça, assim que para tal haja oportunidade, um artigo que venha também denunciar a selvajaria com que esses côcos nos atacam."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Passe social escolar

O Governo anunciou recentemente 50% de desconto nos passes sociais para estudantes. Mais uma medida excepcional deste executivo... depois dos computadores, dos diplomas, das bolsas, etc, etc
Agora o que não se diz é que todas estas novidades não são mais do que a aplicação de resoluções do Parlamento Europeu para os Estados Membros e são financiadas, ou seja, têm mesmo de ser aplicadas e a UE paga para isso. Basta pesquisar um pouco e encontram-se. Eu não tenho nada pessoal contra o Governo mas há que dizer as verdades.
As próximas medidas sociais prevêem que os modelos de Segurança Social sejam equiparados de forma a equilibrar os sistemas dos vários países, com a meta de 2010 - Ano Europeu de Erradicação e Luta Contra a Pobreza, a ver vamos quando e como vai chegar isto a Portugal.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dez mil passos

Por dia é o que devemos dar para estar em forma. Eu comecei hoje, andei, andei que me fartei e ao ar livre e sem pagar nada. Obviamente que a mim me sobra tempo, desempregada e sem cheta sou uma adepta fervorosa do ginásio gratuito, ou estou em vias de me tornar. Fiz as contas e 4.800 metros dão cerca de 8 mil passos, portanto, ao fim da tarde lá tive que ir descer e subir a avenida para completar o processo...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Colesterol

Sim, eu tenho o colesterol altíssimo e, como disse a médica: "A manteiga na sua vida acabou...", mas também tenho a função hepática toda alterada e com a porcaria dos medicamentos engordei que sei lá o quê. Estes problemas da idade adulta são uma chatice! Agora em dieta, espero pelo dia em que volte a vestir o 36, um futuro que antevejo longínquo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Nostalgia de Verão

Duas semanas de férias transportaram-me para um Setembro vivido em finais de Julho. Até a neblina do fim da tarde a subir pelo Rio Tejo me confirma as suspeitas de um Verão cortado ao meio. Uma quinzena que se aproxima vertiginosamente e que sei não me provocar qualquer espécie de atractividade. Agosto não é o meu mês, pelo menos os primeiros dez dias, essa mistura esponjosa e pegajosa de sol, gente e filas para o pão. Talvez me dedique à escrita que tem andado tão esquecida. Recuperados neurónios perdidos em batalhas internas resultado de um cérebro demasiado activo umas vezes e excessivamente adormecido outras, aponto os dedos ao teclado e faço promessas.

domingo, 29 de junho de 2008

O João

que é um grande matulão e tem um camião... era a frase mais ouvida no meu carro em viagem no tempo antes das auto-estradas. Ultrapassar o camião era uma aventura perigosa, exigia o conhecimento profundo do traçado da estrada e a oportunidade de uma recta suficientemente longa. Muitos destes camionistas faziam sinal para nós podermos passá-los, bastava um pisca para a direita e a ultrapassagem era 100% segura. Sempre admirei estes homens que viajam com mercadorias de toda a espécie, longas horas ao volante, paragens obrigatórias e refeições à beira da estrada. Um dia conheci uma rapariga casada com um deles. Queixava-se da solidão provocada pelas ausências do marido. Agradecia a situação confortável do rendimento mas nada compensava as ausências. Penso agora como estará o casal a viver?
Duas semanas depois do lockout dos camiões, o restaurante mais caro da minha rua tem fila na porta. Na praia vejo tanta gente, não trabalham? No supermercado, as marcas brancas desaparecem rapidamente e as promoções são diárias. No passeio marítimo de Oeiras, o acesso ao cais recebe automóveis desportivos de grande cilindrada, os festivais de música esgotam, as lojas iniciam os saldos antes da época com 80% de desconto. De um extremo ao outro, não encontro a explicação.